Uma obra que reúne pesquisa histórica, aspectos antropológicos e curiosidades fascinantes sobre a cachaça, revelando sua influência na formação da cultura brasileira, suas tradições e seu legado ao longo dos séculos.

Cachaça, patrimônio cultural, indicação geografica e boas práticas de fabricação.
Se sobrar, nós vende, produtores de cachaça no Brasil.
Circulação de cachaça: atividade atravessadores, distribuidoras e comerciantes.
Consumo de cachaça: costumes valorização e estigma.
A cachaça, símbolo do Brasil, é muito mais que um destilado: é um complexo fenômeno sociocultural, marcado por tensões entre tradição e modernidade, estigma e valorização. Esta obra instigante mergulha nas profundezas da “Antropologia da Cachaça”, ao desvendar as intricadas redes de produção, circulação e consumo que moldam a identidade da bebida nacional. O trabalho revela a profunda conexão da cachaça com a história do país, desde suas origens coloniais até os dias atuais.
A pesquisa etnográfica rigorosa explora o universo multifacetado dos produtores, desde os pequenos engenhos artesanais, que lutam para manter práticas ancestrais, até as grandes indústrias. Isto nos revela paixões, desafios e estratégias de sobrevivência num mercado em constante transformação. A jornada continua pelos caminhos da circulação, em que atravessadores e comerciantes enfrentam informalidade, falsificação e dinâmicas de um setor marginalizado, mas essencial para a distribuição da bebida.
O consumo é analisado em suas múltiplas facetas: dos rituais tradicionais em bodegas e botecos, que celebram a sociabilidade e a cultura popular, à ascensão de uma nova cultura de apreciação, impulsionada por “especialistas” e eventos de “elitização”. Amorim questiona como a busca por reconhecimento pode, paradoxalmente, apagar a rica diversidade que define a cachaça, ao reforçar preconceitos arraigados.
Este livro é um convite para desmistificar tabus e compreender as complexas relações socioeconômicas que envolvem a cachaça. Uma leitura essencial para explorar as nuances de uma bebida que é, em sua essência, um espelho da sociedade.

Ninno Amorim éantropólogo, músico e pesquisador cuja trajetória articula criação
artística e investigação das culturas
populares nordestinas.
Com atuação destacada na música,
na pesquisa acadêmica e no
audiovisual, desenvolve trabalhos
que dialogam com tradições como o
coco, o forró e a rabeca, conectando
prática e reflexão crítica.
Não é apenas um livro sobre cachaça. A obra explora a história, os costumes, as tradições, os significados sociais e o papel da cachaça na formação da cultura brasileira.
Não. O livro foi desenvolvido para qualquer pessoa interessada em história, cultura, antropologia e nas histórias por trás de um dos símbolos mais conhecidos do Brasil.
A obra combina pesquisa e conhecimento antropológico com uma narrativa acessível, mostrando como a cachaça se relaciona com diferentes períodos da sociedade brasileira.
É indicado para estudantes, pesquisadores, apreciadores da cultura brasileira, produtores de cachaça e qualquer pessoa que queira conhecer uma nova perspectiva sobre essa bebida tão presente na nossa história.
Porque esta obra apresenta um olhar diferente: não trata apenas da produção ou do consumo da bebida, mas revela a cachaça como um fenômeno cultural, social e histórico do Brasil.